terça-feira, 5 de abril de 2022

Crítica: ANIMAIS FANTÁSTICOS: OS SEGREDOS DE DUMBLEDORE

 

O professor Alvo Dumbledore (Jude Law) sabe que o poderoso mago das trevas Gellert Grindelwald (Mads Mikkelsen) está se movimentando para assumir o controle do mundo mágico. Incapaz de detê-lo sozinho, ele pede ao magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) para liderar uma intrépida equipe de bruxos, bruxas e um corajoso padeiro trouxa em uma missão perigosa, em que eles encontram velhos e novos animais fantásticos e entram em conflito com a crescente legião de seguidores de Grindelwald. Mas com tantas ameaças, quanto tempo poderá Dumbledore permanecer à margem do embate?


Nossa Opinião:



Precisamos fazer esse destaque antes de falarmos sobre o filme. É impossível validar a essa altura em um novo século que existam pessoas como a autora da Saga Harry Potter e do Wizarding World, a Sra. J. K. Rowling ainda de alguma forma defenda a ideia da Transfobia. Pessoas morrem pelo fato de não poderem ser elas mesmas porque isso vem a ferir a concepção retrógrada do que vem a determinar o que uma pessoa é ou deixa de ser. 
Apenas no ano de 2021, o Brasil registrou 140 assassinatos de Pessoas Trans ou como muitas pessoas querem acreditar, pessoas com severos transtornos psíquicos. 
Esse ódio levou a vida de Paulo Vaz. Um policial e influencer digital que sofria constantemente ataques transfóbicos em suas redes sociais. Paulo era referência no país da necessidade de reconhecer o direitos da comunidade Trans. Nunca poderei dar um depoimento amplo o suficiente para descrever a necessidade do reconhecimento de direitos e respeito por não ter lugar de fala.  O que posso afirma com total certeza é que a luta para tornar-se o que se é sempre será dolorosa e válida. Passando por cima de quem for: seja você um ser inapto ao entendimento do mundo que distribua o ódio pelo ódio ou simplesmente por ser uma autora que não que dar o braço a torcer por vaidade e ego. Vidas Trans importam merecem respeito. 
Dito isso, vamos ao filme. 


Animais Fantásticos que foi originalmente apenas um livro agregado ao mundo de Harry Potter em março de 2001 se tornou algo muito maior que é o Wizarding World (Mundo Mágico).  Então precisamos entender que a Saga de Harry Potter se integra a esse Mundo posteriormente.  A Saga de Newt Scamander e seus amigos também se encerrará com um quinto filme (Assim é a informação que eu tenho no momento da publicação dessa crítica). Dessa forma, novas histórias poderão nascer dentro do universo criado pela autora.  

Mesmo com o afastamento do Johnny Depp do papel de Grindewald (lê-se o "w" com som de "V") e muito bem substituído pelo ator Mads Mikkelsen, o A. F.: Segredos de Dumbledor encerra muito bem o arco aberto pelos três primeiro filmes. Eu havia gostado muito do segundo filme mesmo ele tendo deixado alguns pontos sem nó. Esse filme encerra bem essa jornada. Não deixa a sensação de que está faltando alguma coisa nem cria um gancho para um próximo filme. (um beijo para os fãs de Duna) Maria Fernanda Cândido está linda no filme mesmo com a sua pequena, porém importante participação. Tomará que ela volte para os próximos filmes.

Um filme leve como deveria ser. Uma história muito bem contada e que me fez abrir um sorriso no cinema por poder estar aliviando os problemas da cabeça. A recomendação para um melhor aproveitamento da história seria assistir os outros dois filmes antes de assistir esse. Mas já adianto que que se não puder, o filme vai funcionar também.  O filme foi em salas tradicionais mas quem puder assistir em IMAX está disponível. Super recomendo. 

quarta-feira, 30 de março de 2022

Crítica: Morbius

 


Um dos personagens mais interessantes e conflituosos da Marvel chega à tela grande com o vencedor do Oscar Jared Leto se transformando no enigmático anti-herói Michael Morbius. Gravemente adoecido com um raro distúrbio sanguíneo e determinado a salvar outros que sofrem do mesmo destino, o Dr. Morbius arrisca tudo numa aposta desesperada. E embora a princípio tudo pareça um sucesso absoluto, surge uma escuridão que se desencadeia dentro dele. O bem superará o mal - ou Morbius sucumbirá aos seus novos e misteriosos desejos 



Nossa Critica:
Vamos lá. Antes de começar com a nossa crítica temos de estabelecer um entendimento mercadológico do cinema: enquanto der dinheiro vai existir. Seja qual for o formato desde que atenda um mercado com dinheiro para consumir aquele conteúdo. E a palavra chave dos últimos anos se chama Marvel. Graças a um bem fechado acordo, muito antes do Universo Cinematográfico Marvel, a Sony Pictures tem uso irrestrito a tudo ligado ao Homem Aranha. O bom relacionamento com a Marvel Estúdios permitiu que seus filmes integrassem esse Universo. 
Assim, os filmes produzidos pela Sony poderiam gerar alguma reverberação/consequência nesse universo.

Não surpreende filmes como Venon e até mesmo Morbius como forma de aproveitar o hype. Tão pouco a criação de mais filmes de origem de outros personagens. É um pote de ouro.

Dito isso vamos ao filme em si. Acho que nem mesmo os fãs do quadrinho vão gostar do que foi apresentado. Um roteiro do tipo colcha de retalhos que misturam o médico e o monstro com a jornada do herói... Sim, você leu certo. Transformaram o vilão do Homem Aranha em herói. Pelo menos tentaram. Não há profundidade no filme para justificar isso. 

Pior, a atuação do Jered Leto é tão abaixo do que ele já fez que dá muita vergonha. Não parece que existe atuação (não é um elogio). Para quem é fã do ator, fica ai sua melhor atuação:
O filme conta com duas cenas pós créditos graças a Marvel e é isso. Geralmente eu indico o filme aos fãs de quadrinhos mas nem eles merecem esse tratamento. Foi muito ruim mesmo. Não vejam no cinema e esperem para ver na Tv aberta. 

terça-feira, 1 de março de 2022

Crítica: O Batman


Nos dois anos em que protegeu as ruas como Batman (Robert Pattinson), provocando medo no coração dos criminosos, Bruce Wayne mergulhou nas sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados confiáveis – Alfred Pennyworth (Andy Serkis), o comissário James Gordon (Jeffrey Wright) – em toda a rede de corrupção de personalidades de destaque e funcionários da cidade, o vigilante solitário tornou-se a única esperança de vingança entre seus concidadãos.

Quando um assassino mira a elite de Gotham com uma série de maquinações sádicas, um rastro de pistas enigmáticas leva Batman, o Maior Detetive do Mundo, a investigar o submundo da cidade, onde encontra personagens como Selina Kyle, a Mulher-Gato (Zoë Kravitz), Oswald Cobblepot, também conhecido como Pinguim (Colin Farrell), Carmine Falcone (John Turturro) e Edward Nashton, também conhecido como Charada (Paul Dano). À medida que surgem evidências e as ações do criminoso apontam para uma direção mais clara, Batman precisa forjar novas relações, desmascarar o culpado e trazer justiça a Gotham City, há tanto tempo atormentada pelo abuso de poder e pela corrupção.


Nossa Opinião:

Temos que começar com esse aviso. Queridos adoradores do Universo DC e fãs do Batman em geral. Essa crítica está sendo feita de uma maneira mais criteriosa e não deve de forma alguma ser levada para o lado pessoal e das suas paixões pessoais. Trabalho para que cada vez mais haja filmes para agradar todos os grupos e que esses se sintam prestigiados.

Dito isso, vamos começar. Esse filme muda o posicionamento do personagem Batman. De todos os filmes existentes, sempre ficou claro que as motivações do homem morcego sempre o transformaram em um herói. Isso muda nesse filme. Ele assume uma postura de vigilante (que por acaso ja é um personagem da DC Comics conhecido como pacificador). Independente dos seus conflitos pessoais, ele parece fazer justiça com as próprias mãos.

O tom do filme é de uma graphic novel sendo transportada para sétima arte. Nesse quesito, o filme cumpre muito bem o seu papel. As atuações no filme não se destacam. Elas agregam ao produto final. Bem... talvez uma atuação em especial deve ser destacada...

(Apresentando o Batman EMO 😆)

Peço desculpas pela brincadeirinha, mas eu não consegui resistir. O que precisa ficar bem claro é que esse filme tem como objetivo também mostrar o personagem para uma nova geração. Talvez tenha sido uma abordagem mais humana e com mais conflitos gere um sentimento que possa se relacionar com um novo público que desconhece o paladino de Gotham City. 

Minhas críticas ficam para parte técnica do filme. Não é porque estamos vendo um filme de tom sombrio que a direção de fotografia deve ser básica. A comparação com o série Dark Knight do Cristopher Nolan nesse filme é necessária. Tom sombrio não é necessariamente escuridão. Em muitos momentos do filme os olhos ficam procurando o que ver. Acho que por isso, foi utilizado um filtro na pós-edição do filme que fica o tempo todo deixando as bordas do filme fora de foco (efeito oval) forçando nossa visão para o meio da tela. Fiquei me questionando se isso seria um efeito artístico do Diretor mas não foi o caso. Assistindo em IMAX,  isso fica gritante. 

Mesmo assim, esse é um filme que vai agradar tanto aos fãs quanto aos expectadores de cinema. As questões que eu levantei, não vão frustrar a sua apreciação do filme. Por sinal, um filme de três horas de duração. 

O Batman, estréia 03 de Março de 2022 nos cinemas.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Crítica: Uncharted - Fora do Mapa

 


O esperto Nathan Drake (Tom Holland) é recrutado pelo caçador de tesouros Victor “Sully” Sullivan (Mark Wahlberg) para recuperar uma fortuna perdida há 500 anos. O que começa como um golpe, acaba se tornando uma aventura épica que se estende por todo o mundo para alcançar o tesouro antes do implacável Moncada (Antonio Banderas), que acredita que é o herdeiro legítimo da fortuna. Se Nate e Sully forem capazes de decifrar as pistas para resolver um dos mistérios mais antigos do mundo, eles podem encontrar o tesouro e talvez até o paradeiro do irmão há muito tempo perdido de Nathan... mas só se eles aprenderem a trabalhar juntos. 


Nossa Opinião:

Essa é a versão cinematográfica de uma franquia de sucesso do Playstation. Por isso, existe uma expectativa muito grande no nicho gamer. A escolha do jovem Tom Holland como o protagonista Nathan Drake não é a toa. O sucesso do Spider-Man: No way Home pelos cinemas no mundo todo foi escolha certa para o papel.

Para quem desconhece, o personagem é um caçador de tesouros a la Indiana Jones. Um personagem perfeito para um belo filme de ação. Mesmo sendo uma história de origem, o filme coloca o marcos para o início de uma nova franquia cinematográfica.  É sem dúvida uma boa aposta que pode ter inúmeras possibilidades. 

Como já foi dito, o filme é um bom filme de ação e recomendado para toda família. Não deixe de assistir as duas cenas extras no final do filme. 


Estreia: 17 de fevereiro 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Crítica - Morte no Nilo


As férias do detetive belga Hercule Poirot, no Egito, a bordo de um glamoroso navio cruzeiro, transformam-se numa procura terrível por um assassino, quando a lua de mel idílica de um casal perfeito é tragicamente interrompida. Situado num cenário épico de paisagens desertas arrebatadoras e as majestosas pirâmides de Gizé, este conto de desenfreada paixão e ciúme incapacitante apresenta um grupo cosmopolita de viajantes impecavelmente vestidos, e voltas e reviravoltas suficientes para deixar o público expectante até ao chocante desfecho final.


Nossa Opinião:

    Em uma continuação direta do filme Assassinato no Expresso do Oriente de 2017, estamos diante de uma nova versão de uma das inúmeras desventuras do detetive Hercule Poirot, consagrado personagem de Agatha Christie. 
   Nesse filme, percebemos uma visão mais humana do metódico protagonista (e provavelmente portador do Transtorno Compulsivo Obsessivo). Detalhes que o tornam empático para o público e diferente do que foi visto em seu filme anterior. Esse rico personagem se apresenta literalmente como uma "mosca na parede", ou seja, observando tudo aquilo que acontece a sua volta. 
    A direção do filme opta em mostrar o protagonista sempre um segundo plano em um primeiro momento. Quando ele assume sua parte, com o brilhantismo que lhe é peculiar, ocorre uma mudança que mostra que há mais de um "plot" no filme. Isso o torna especial.  
       É um ótimo filme e tem a nossa recomendação. Para quem conhece o personagem, vale conferir essa abordagem nova.    

Estreia Nacional: 10 de fevereiro de 2022

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Crítica - Belle

Suzu é uma estudante de ensino médio de 17 anos que mora em uma aldeia rural com o pai. Por anos, ela foi apenas uma sombra de si mesma. Um dia, ela entra em “U”, um mundo virtual de 5 bilhões de membros na internet. Lá, ela não é mais Suzu, mas Belle, uma cantora mundialmente famosa. Ela logo se encontra com uma criatura misteriosa. Juntos, eles embarcam em uma jornada de aventuras, desafios e amor, em busca de tornarem-se quem realmente são.




Nossa Opinião:

Como sempre começo a assistir o filme sem ter tido acesso ao conteúdo do filme.  E foi uma surpresa. Uma animação que mistura imagens reais com animação propriamente dita como se fosse uma técnica de colagem no que se refere a sua estética. 
Ela se apresenta como híbrido entre conto de fadas e realidade atual. Em um primeiro momento o filme se mostrar um pouco confuso. A melhor forma para identificar isso seria como se estivessemos lendo um livro por capítulos. A narrativa muda de foco muito sutilmente. A recomendação é se deixar levar. O sucesso dessa animação é sem dúvida essa jornada "louca" que te leva a lugares inesperados. 
Essa é uma animação com um foco mais adulto que faz com que nossa recomendação seja jovens de 14 anos para cima. É um bom filme.

Estreia nacional :  27 de Janeiro de 2022

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Crítica: King´s Man

 


Em King’s Man: A Origem, quando um grupo formado pelos piores tiranos e criminosos mais cruéis de todos os tempos planeja uma ameaça capaz de matar milhões de inocentes, um homem é obrigado a correr contra o tempo na tentativa de salvar o futuro da humanidade.


Nossa Opinião:

Em um primeiro momento podemos imaginar que estamos diante de uma bomba, o que não é o caso. O filme que trata da origem da agência secreta Kingsman é melhor que sua continuação (Kingsman: Golden Circle). A sensação que a repercução do outro filme foi tão ruim, que o seu diretor Matthew Vaughn mandou não só a outra escritora Jane Goldman para fora como fez de tudo para vender a essa história. (Lembre-se que no filme anterior tínhamos um elenco estelar e não houve esse retorno como era esperado)

E como esse prequal é melhor? Porque ele consegue amarrar a trilogia com informações que tornam os outros filmes bem mais interessantes. Para entender o que eu estou falando seria legal rever os dois filme, mas duvido que você vai fazer isso. Vou dar um exemplo que a maioria deve ter passado desapercebido: Nesse filme é contado como foi a origem do prova de "consagração" de um agente.  

É sem dúvida um ótimo filme de ação e divertido. Recomendação é para assistir se for fã ou por falta de opção. Lembre-se que é um filme baseado em quadrinhos então não levem tudo muito a sério. Por sinal, para minha surpresa, há uma cena extra no pós-créditos. Esse elenco funcionou tão bem que, talvez o diretor tenha planos para outro filme. Quem sabe.