quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Crítica: King´s Man

 


Em King’s Man: A Origem, quando um grupo formado pelos piores tiranos e criminosos mais cruéis de todos os tempos planeja uma ameaça capaz de matar milhões de inocentes, um homem é obrigado a correr contra o tempo na tentativa de salvar o futuro da humanidade.


Nossa Opinião:

Em um primeiro momento podemos imaginar que estamos diante de uma bomba, o que não é o caso. O filme que trata da origem da agência secreta Kingsman é melhor que sua continuação (Kingsman: Golden Circle). A sensação que a repercução do outro filme foi tão ruim, que o seu diretor Matthew Vaughn mandou não só a outra escritora Jane Goldman para fora como fez de tudo para vender a essa história. (Lembre-se que no filme anterior tínhamos um elenco estelar e não houve esse retorno como era esperado)

E como esse prequal é melhor? Porque ele consegue amarrar a trilogia com informações que tornam os outros filmes bem mais interessantes. Para entender o que eu estou falando seria legal rever os dois filme, mas duvido que você vai fazer isso. Vou dar um exemplo que a maioria deve ter passado desapercebido: Nesse filme é contado como foi a origem do prova de "consagração" de um agente.  

É sem dúvida um ótimo filme de ação e divertido. Recomendação é para assistir se for fã ou por falta de opção. Lembre-se que é um filme baseado em quadrinhos então não levem tudo muito a sério. Por sinal, para minha surpresa, há uma cena extra no pós-créditos. Esse elenco funcionou tão bem que, talvez o diretor tenha planos para outro filme. Quem sabe.




terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Crítica : Matrix Resurrection


 

Esse é o novo filme da franquia Matrix, continuando a saga de Neo (Keanu Reeves) em sua busca pela libertação das pessoas aprisionadas mentalmente pelas máquinas. Passando-se 20 anos após os acontecimentos de de Matrix Revolutions, Neo vive uma vida aparentemente comum sob sua identidade original como Thomas A. Anderson em São Francisco, Califórnia, com um terapeuta que lhe prescreve pílulas azuis para neutralizar as coisas estranhas e não naturais que ele ocasionalmente vislumbra em sua mente. 
Ele também conhece uma mulher que parece ser Trinity (Carrie Anne-Moss), mas nenhum deles se reconhece. No entanto, quando uma nova versão de Morpheus oferece a ele a pílula vermelha e reabre sua mente para o mundo da Matrix, que se tornou mais seguro e perigoso nos anos desde a infecção de Smith, Neo volta a se juntar a um grupo de rebeldes para lutar contra um novo e mais perigoso inimigo e livrar todos da Matrix novamente.
Nossa Opinião:

Antes de começar essa crítica é preciso que os fãs dessa tão amada franquia deixem sua paixão um pouco de lado para permitir uma análise mais fria do filme. Assim permitindo aos nossos leitores a escolherem se devem ou não assistir ao filme. 

Dito isso, vamos a nossa crítica. Estamos diante vinte anos desde que a indústria cinematográfica recebeu todas as inovações que Matrix trouxe em termos de tecnologia e história. As irmãs Wachowski colocaram seu nome na história com uma revolução que foi Matrix em 1999. Mesmo como já fora dito que o filmes das irmãs eram um plágio do filme Dark City, a justiça america colocou um fim nisso dando ganho de causa para elas.  

O fato de tamanho sucesso, acredito eu foi a inovação de uma história que fosse apresentado em diversos meios (Cinema, Jogos, Animações) e de alguma forma estarem interconectados a uma história principal [Temos um Marvel´s Cinematic Universe como exemplo funcional disso].

Quando chegamos em Resurrections, temos um grande impacto ao ver um filme que faz uma metalinguagem de si mesmo. Referenciando-se a todo tempo com enormes "flasbacks" e fazendo piada da situação da criação de um filme novo a uma trilogia fechada. Não se assuste, o filme continua sendo um filme de ação. O que eu me questiono é se o filme vale ser um longa metragem ou poderia ser uma série no HBO MAX. 

Como alguém que viu tantas vezes esse filmes, eu via enquadramentos iguaizinhos que apareceram em outros filmes. Devo confessar que isso foi muito desgastante para mim. Não significa que isso vai ser para você. Principalmente se você nunca assistiu nenhum dos filmes. Outro detalhe é que nesse filme não temos a presença do filtro verde que era uma característica da trilogia. 

Tinha uma expectativa que não foi correspondida. Tudo bem. Acontece. Eu peço que se você for ao cinema assistir, que preste muita atenção. Existem personagens que simplesmente desaparecem. Se souberem, me avisem onde foram parar 😜. Se vocês querem muito assistir o filme no cinema, recomendo as salas IMAX (principalmente pelas cores incríveis que se destacam). Minha opinião é que dá para assistir quando chegar no stream numa boa.



sábado, 18 de dezembro de 2021

Crítica : Última Noite

Em Silent Night, acompanhamos a história de Nell (Keira Knightley), Simon (Matthew Goode) e seu filho Art (Roman Griffin Davis), uma família que está se preparando para receber amigos e familiares em um banquete de natal. Entretanto, tudo muda quando descobrem que todos vão morrer. Após uma nuvem venenosa chegar sobre o Reino Unido, a extinção é iminente. No YouTube, já é possível ver pessoas sangrando pelos olhos e ouvidos. No entanto, mesmo nesta hora de pavor final, anúncios felizes são feitos, desentendimentos surgem, pessoas dançam e ocorrem fraquezas comuns.


Nossa Opinião:

Fiquei muito surpreso positivamente pela forma que o roteiro do filme apresenta o seu plot. Como sempre faço, procuro não ter acesso ao conteúdo do filme de maneira nenhuma para deixar que o filme se apresente. Em um primeiro momento o filme busca nos engajar como se estivéssemos vendo um retrato de nossas famílias. Busca uma proximidade de que estaríamos diante de mais um filme de natal. 

Entretanto, o filme começa a mudar de rumo, mostrando que na realidade ele é uma grande distopia. Seus personagens, que até aquele momento pareciam ser superficiais e cumprindo apenas os papéis designados pela família, mostram os seus monstros interiores diante da situação extrema. O filme é interessante e indicado para quem gosta de drama. Pode ser uma boa opção para quem não quer ver nada de natal nos cinemas nessa época de final de ano. 

A Última Noite -  Estréia nos cinemas dia 23 de dezembro
  


quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Crítica: House of Gucci


House of Gucci é baseado na história de Patrizia Reggiani, ex-mulher de Maurizio Gucci, membro da família fundadora da marca italiana Gucci. Patrizia conspirou para matar o marido em 1995, contratando um matador de aluguel e outras três pessoas, incluindo o terapeuta. Ela foi considerada culpada e condenada a 29 anos de prisão. Quase 3 décadas de amor, traição, decadência, vingança e assassinato, o filme revela a importância e poder que o nome Gucci carrega e o quanto a família faz para ter o controle.


Nossa Opinião:

Estamos falando de um de Ridley Scott. Um filme denso. Um filme extenso e que precisa ser assim. Quando faço parte de uma cabine de imprensa, como foi o caso de desse, procuro não pesquisar nada e nem ver nada do filme. Assim eu deixo que o filme fale por si só. E o que temos são personagens carismáticos que precisam ser acompanhados com o máximo de atenção pelo telespectador desde o início do filme. Patrizia e Maurizio são os condutores desse drama familiar. 
Pelo olhar deles vemos a ascensão e queda de um império familiar que se tornou maior que seus membros e para história da moda. No que se refere as atuações de Lady Gaga e Adam Driver são excelentes. Recomendo o filme. Como disse anteriormente, é um filme denso e que vale a pena ser assistido.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Crítica: Love, Victor

O adolescente Victor está em uma jornada de autodescoberta durante a qual enfrenta desafios em casa, se ajusta a uma nova cidade, a um novo colégio e com sua orientação sexual.



Nossa Opinião

Essa é uma grata surpresa no serviço de Streaming HULU nos Estados Unidos e no Star+ no Brasil. A história é muito doce e de fácil associação para a comunidade Gay SIS que em algum momento já passou pelo que o jovem Victor passa. Essa história é um spin-off do filme "Love, Simon" o que torna obrigatório (na verdade não. A série pode ser vista tranquilamente sem ter visto o filme) ver o filme anterior para não ficar boiando com as interações.
Outra questão é histórico da família latina de Victor, muito religiosa que promete se tornar um holofote nos problemas de Victor. Ainda sim, a série encara toda a jornada de descoberta da sexualidade de Victor com doçura, até nos momentos mais sérios. É uma série leve para ver quando se precisa esquecer dos problema do dia-a-dia. Recomendo. 

sábado, 23 de outubro de 2021

Crítica - Only Murders in the Building



 


Only Murders in the Building (Homicídios ao Domicílio) é uma série de televisão de comédia e mistério norte-americana, criada por Steve Martin e John Hoffman. A série, composta por dez episódios, estreou em 31 de agosto de 2021, no Hulu. Only Murders in the Building segue três estranhos, interpretados por Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez, que compartilham uma obsessão por um podcast de true crime. Depois de um assassinato em seu prédio, os três vizinhos decidem começar seu próprio programa que cobre a investigação do assassinato. Only Murders in the Building recebeu críticas amplamente positivas dos críticos, que elogiaram particularmente sua abordagem cômica da ficção policial e as performances dos atores principais. Em setembro de 2021, a série foi renovada para uma segunda temporada.



Nossa Opinião:

Afirmo em dizer que estamos diante de uma obra prima do streaming. Não se surpreendam se futuramente essa série seja agraciada com vários prêmios EMMY. Roteiro fechado perfeitamente (raridade), gancho em TODOS os episódios, humor ácido na medida. Três pilares que sustentam o sucesso dessa série. Absolutamente tudo funciona nessa série. A atuação do protagonistas até atuação  dos convidados especiais é digna de aplausos. Fotografia incrível, audio... Difícil achar alguma coisa que não me agrade.  

Há pontos na história que parecem que não foram explorados ao primeiro olhar, mas podem fazer parte do gancho para próxima temporada. Nessa série os detalhes importam muito. Talvez seja isso que me faz adorar ainda mais essa série. Recomendação é clara. 

A primeira temporada da Série já está disponível no STAR+

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Crítica: 007 - Sem tempo para morrer (No time to Die)

 


Em 007 - Sem Tempo Para Morrer, Bond deixou o serviço ativo e está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica. Sua paz não dura muito quando seu velho amigo Felix Leiter, da CIA, aparece pedindo ajuda. A missão de resgatar um cientista sequestrado acaba sendo muito mais traiçoeira do que o esperado, levando Bond à trilha de um vilão misterioso armado com nova tecnologia perigosa.



Nossa Opinião:

Estamos diante da da última vez que Daniel Craig, na frente do papel de James Bond. Importante avisar a você que fará uma enorme diferença rever os últimos filmes do espião britânico para ter um aproveitamento maior do filme, uma vez que ele vem dentro de um escopo introduzido pelos outros filmes. Não se preocupe se não tiver acesso aos filmes anteriores: O filme basta por si só também.

Um filme extenso (são três horas de duração) com pequenas barrigas que quebram um pouco a ação embriagante que sempre trouxe os fãs da franquia para ver o filme. Você no final do filme analisa que esses momento são importantes para trama, o que acaba não sendo um problema no final das contas. 

Tivemos oportunidade em assistir o filme em uma sala IMAX (que é de uma qualidade absurda sonoramente falando e imagem nem se fala) que permitiu identificar os momentos em que o diretor Cary Fukunaga  queria passar a impressão que estávamos junto com a ação do Bond. Pequenos detalhes que fazem toda a diferença no final.

A recomendação é para todos assistirem o filme. Se puderem pegar uma sala IMAX, melhor. Vale muito a pena. Gostaria de falar mais, mas isso seria spoiler.

O filme estréia agora dia 30 de Setembro de 2021 nos cinemas