quarta-feira, 30 de março de 2022

Crítica: Morbius

 


Um dos personagens mais interessantes e conflituosos da Marvel chega à tela grande com o vencedor do Oscar Jared Leto se transformando no enigmático anti-herói Michael Morbius. Gravemente adoecido com um raro distúrbio sanguíneo e determinado a salvar outros que sofrem do mesmo destino, o Dr. Morbius arrisca tudo numa aposta desesperada. E embora a princípio tudo pareça um sucesso absoluto, surge uma escuridão que se desencadeia dentro dele. O bem superará o mal - ou Morbius sucumbirá aos seus novos e misteriosos desejos 



Nossa Critica:
Vamos lá. Antes de começar com a nossa crítica temos de estabelecer um entendimento mercadológico do cinema: enquanto der dinheiro vai existir. Seja qual for o formato desde que atenda um mercado com dinheiro para consumir aquele conteúdo. E a palavra chave dos últimos anos se chama Marvel. Graças a um bem fechado acordo, muito antes do Universo Cinematográfico Marvel, a Sony Pictures tem uso irrestrito a tudo ligado ao Homem Aranha. O bom relacionamento com a Marvel Estúdios permitiu que seus filmes integrassem esse Universo. 
Assim, os filmes produzidos pela Sony poderiam gerar alguma reverberação/consequência nesse universo.

Não surpreende filmes como Venon e até mesmo Morbius como forma de aproveitar o hype. Tão pouco a criação de mais filmes de origem de outros personagens. É um pote de ouro.

Dito isso vamos ao filme em si. Acho que nem mesmo os fãs do quadrinho vão gostar do que foi apresentado. Um roteiro do tipo colcha de retalhos que misturam o médico e o monstro com a jornada do herói... Sim, você leu certo. Transformaram o vilão do Homem Aranha em herói. Pelo menos tentaram. Não há profundidade no filme para justificar isso. 

Pior, a atuação do Jered Leto é tão abaixo do que ele já fez que dá muita vergonha. Não parece que existe atuação (não é um elogio). Para quem é fã do ator, fica ai sua melhor atuação:
O filme conta com duas cenas pós créditos graças a Marvel e é isso. Geralmente eu indico o filme aos fãs de quadrinhos mas nem eles merecem esse tratamento. Foi muito ruim mesmo. Não vejam no cinema e esperem para ver na Tv aberta. 

terça-feira, 1 de março de 2022

Crítica: O Batman


Nos dois anos em que protegeu as ruas como Batman (Robert Pattinson), provocando medo no coração dos criminosos, Bruce Wayne mergulhou nas sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados confiáveis – Alfred Pennyworth (Andy Serkis), o comissário James Gordon (Jeffrey Wright) – em toda a rede de corrupção de personalidades de destaque e funcionários da cidade, o vigilante solitário tornou-se a única esperança de vingança entre seus concidadãos.

Quando um assassino mira a elite de Gotham com uma série de maquinações sádicas, um rastro de pistas enigmáticas leva Batman, o Maior Detetive do Mundo, a investigar o submundo da cidade, onde encontra personagens como Selina Kyle, a Mulher-Gato (Zoë Kravitz), Oswald Cobblepot, também conhecido como Pinguim (Colin Farrell), Carmine Falcone (John Turturro) e Edward Nashton, também conhecido como Charada (Paul Dano). À medida que surgem evidências e as ações do criminoso apontam para uma direção mais clara, Batman precisa forjar novas relações, desmascarar o culpado e trazer justiça a Gotham City, há tanto tempo atormentada pelo abuso de poder e pela corrupção.


Nossa Opinião:

Temos que começar com esse aviso. Queridos adoradores do Universo DC e fãs do Batman em geral. Essa crítica está sendo feita de uma maneira mais criteriosa e não deve de forma alguma ser levada para o lado pessoal e das suas paixões pessoais. Trabalho para que cada vez mais haja filmes para agradar todos os grupos e que esses se sintam prestigiados.

Dito isso, vamos começar. Esse filme muda o posicionamento do personagem Batman. De todos os filmes existentes, sempre ficou claro que as motivações do homem morcego sempre o transformaram em um herói. Isso muda nesse filme. Ele assume uma postura de vigilante (que por acaso ja é um personagem da DC Comics conhecido como pacificador). Independente dos seus conflitos pessoais, ele parece fazer justiça com as próprias mãos.

O tom do filme é de uma graphic novel sendo transportada para sétima arte. Nesse quesito, o filme cumpre muito bem o seu papel. As atuações no filme não se destacam. Elas agregam ao produto final. Bem... talvez uma atuação em especial deve ser destacada...

(Apresentando o Batman EMO 😆)

Peço desculpas pela brincadeirinha, mas eu não consegui resistir. O que precisa ficar bem claro é que esse filme tem como objetivo também mostrar o personagem para uma nova geração. Talvez tenha sido uma abordagem mais humana e com mais conflitos gere um sentimento que possa se relacionar com um novo público que desconhece o paladino de Gotham City. 

Minhas críticas ficam para parte técnica do filme. Não é porque estamos vendo um filme de tom sombrio que a direção de fotografia deve ser básica. A comparação com o série Dark Knight do Cristopher Nolan nesse filme é necessária. Tom sombrio não é necessariamente escuridão. Em muitos momentos do filme os olhos ficam procurando o que ver. Acho que por isso, foi utilizado um filtro na pós-edição do filme que fica o tempo todo deixando as bordas do filme fora de foco (efeito oval) forçando nossa visão para o meio da tela. Fiquei me questionando se isso seria um efeito artístico do Diretor mas não foi o caso. Assistindo em IMAX,  isso fica gritante. 

Mesmo assim, esse é um filme que vai agradar tanto aos fãs quanto aos expectadores de cinema. As questões que eu levantei, não vão frustrar a sua apreciação do filme. Por sinal, um filme de três horas de duração. 

O Batman, estréia 03 de Março de 2022 nos cinemas.